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FENPROF
08 fev 2017 / 12:40

Não à Central Nuclear de Almaraz

A CGTP-IN esteve presente na Conferência Internacional Antinuclear, dia 4 de Fevereiro, na Fábrica Braço de Prata, Lisboa, organizada pelo Movimento Ibérico Antinuclear. José Janela, do Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS/FENPROF) e membro do Departamento para o Desenvolvimento Sustentável da CGTP-IN, saudou esta grande conferência internacional e apresentou as linhas que defende a Central nesta frente de ação.

A CGTP-IN é uma organização de trabalhadores com os objectivos de defesa dos seus direitos e condições de vida e de trabalho. O Departamento de Desenvolvimento Sustentável, Ambiente, Defesa do Consumidor e Economia Social tem desenvolvido diversas actividades ligadas à defesa do ambiente em geral e ao nuclear em particular. Quando em 2012, a CES - Confederação Europeia dos Sindicatos fez um Inquérito sobre o “Stress” das centrais nucleares, exigidos na sequência do acidente de Fukushima, contribuímos dizendo que não há centrais nucleares em Portugal, porque no nosso País tem havido um largo consenso na sociedade para que não haja centrais nucleares. Há no entanto centrais no país vizinho, como nomeadamente a central nuclear de Almaraz, com dois reactores, a 100km da fronteira, junto ao rio Tejo.

Sabemos que nas provas de resistência realizadas às centrais nucleares espanholas: não está contemplado o risco de agressões externas (atentado, queda de avião, ...) e sabemos que há uma contaminação radioactiva dos sedimentos do rio Tejo em Portugal provenientes da central de Almaraz. Por outro lado, o risco sísmico está subavaliado:

1. Só se analisou a resistência sísmica para sismos equivalentes aos que ocorreram entre 1970 e a actualidade. Assim não foi analisada a possibilidade de ocorrerem sismos com uma grande magnitude que atinjam com uma intensidade significativa a central, como foi o caso de sismo de 1755, ou o que teve o epicentro em Espanha em 1954, com magnitude de 7,9;

2. Há a preocupação que ocorra um sismo que afecte a barragem que contém a água de arrefecimento da central. A barragem de Alcântara, a jusante, de cuja albufeira se capta a água para arrefecimento, também pode ser afectada, e essa situação não foi contemplada. Em relação aos trabalhadores das centrais nucleares espanholas têm sido feito queixas de que há subempreitadas de diversos trabalhos, para redução de custos mas isso tem implicações na segurança das instalações.

A CGTP tem tomado também posições contra as armas nucleares. Os trabalhadores e portugueses estão cientes das catástrofes humanitárias que o nuclear pode provocar utilizando estas armas e sabem que existem alternativas à energia produzida pelas centrais nucleares. Hoje, mais do que nunca, a CGTP-IN defende a proibição e utilização das armas nucleares e está atenta aos subterfúgios que alguns empresários utilizam actualmente para relançar o debate das centrais nucleares em Portugal. Os industriais das armas nucleares, defendem o uso da energia nuclear, visando os seus interesses financeiros. A CGTP-IN lembra que além das vítimas directas provocadas pelas armas nucleares, há que considerar os trabalhadores vítimas das radiações causadas pela exploração do urânio e os acidentes que, pequenos ou grandes, como aconteceu em Chernobyl e Fukushima, atingem toda a vida do planeta durante anos.

Na região mais directamente afectada pela Central de Almaraz, a União dos Sindicatos do Norte Alentejano, estrutura distrital de Portalegre da CGTP, denunciou em janeiro o risco que a Central de Almaraz representa, exigindo o seu encerramento e que o Governo português tome as medidas necessárias para impor o encerramento desta Central Nuclear cujo prazo de validade há muito expirou. A USNA, disponibilizou-se, com todas as organizações que defendem o encerramento da Central Nuclear a fazer tudo quanto lhe for possível para mobilizar os trabalhadores e as populações pelo encerramento da Central que por há muito ter esgotado o seu tempo normal de vida põe diariamente em causa a vida na região.

Para a CGTP-IN, esta luta também é sindicalista e não acabou. Pedimos a todos os sindicalistas por estar atentos e a reagir onde tem oportunidade de o fazerem em solidariedade com os movimentos antinucleares e ambientalistas.


 
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